
Desde sempre acostumamo-nos a aceitar que a Literatura tem, como uma de suas funções, formar opiniões, informar, divulgar tendências, expor necessidades e – às vezes – trazer à tona soluções para problemas que assombram a humanidade.

Portanto, é de se esperar que nesse aspecto a ecologia venha auxiliar na preservação da vida sobre a Terra.
Numa visão rápida, conseguimos vislumbrar que isso até seria bem simples. Bastaria que se fizesse força para publicar – e divulgar – matérias e obras sobre esse tema, reforçando a idéia de que preservar o verde seria o primeiro caminho. Não desmatar, florestar e reflorestar, não poluir o ar e a água...
Mas a própria literatura, para existir na forma de livros e outras publicações, já é uma séria inimiga da ecologia. Isso é muito fácil de se constatar, bastando observar que, para a produção de apenas uma centena de jornais do porte de “O Estado de São Paulo” de domingo, são necessárias no mínimo duas árvores adultas apenas para a matéria-prima do papel. Calcule-se, portanto, que para a tiragem de domingo alguns milhares de árvores tiveram de ser abatidas.
Transporte-se esse mesmo cálculo para as revistas semanais, sempre com tiragens de centenas de milhares de exemplares cada uma. E, por fim, chegamos aos livros...

E, para aqueles “sortudos” que tiveram seus livros aceitos e publicados, o machado e a motosserra, mais uma vez\, para uma produção de apenas 1.000 exemplares de um livro comum (com uma média de 144 páginas) são derrubadas e processadas cerca de 80 árvores adultas. Ora, sabemos que uma tiragem comercialmente viável é de 3 mil exemplares, portanto, será necessário derrubar 240 árvores para cada título. Também sabemos que uma média de 30% de cada edição “encalha”. Se considerarmos esse “encalhe” como desperdício, teremos uma média de 80 árvores desperdiçadas por edição. E, se levarmos em conta que o número de novos títulos produzidos no mundo, por ano, é de aproximadamente, 1.000.000 teremos derrubado nada menos que 30 milhões de árvores para essa produção e desperdiçado 270 mil árvores adultas.
Ora, nós todos que, de alguma maneira, estamos envolvidos com a Literatura e a produção de livros –vale dizer, com o consumo de papel – temos como obrigação diminuir esses números e, consequentemente, auxiliar na preservação do verde.

Atualmente, na Era da Informática, temos a oportunidade de fazer isso. E sem detrimento nenhum de produção e mesmo de resultados financeiros, muito pelo contrário.
Inegavelmente, os e-books vieram para ficar. É verdade que ainda estão engatinhando no mercado, sofrendo toda sorte de experimentos. Mas é uma questão de tempo – pouquíssimo tempo – para que eles encontrem seu nicho e sua adapatação. Então, seremos nós que teremos de nos adaptar, caso queiramos sobreviver.
E, entenda-se por “nós” todos que, direta ou indiretamente, estejam ligados à atividade literária, desde a produção da Literatura até à venda dos livros prontos e acabados, implicando desde o autor até o balconista da livraria.

E um executivo gostará de poder levar o livro que está lendo para qualquer lugar, especialmente para a sala de espera, naqueles terríveis e entediantes chás-de-cadeira que normalmente antecedem uma reunião... sem ter de carregar o peso do livro. Ele estará na memória de seu notebook, disponível no instante que ele quiser.
Não se trata de empolgação com a tecnologia. O surgimento e a consolidação da internet nos últimos 15, 20 anos, já são fenômenos históricos. Daqueles que serão estudados daqui a 50 anos nos livros de história. Nos livros? Ou será num iPad? Estamos participando de momentos, de marcos históricos que redefinem os comportamentos, as relações sociais e a economia. Pensemos no impacto tremendo que a troca de arquivos gerou nas indústrias como a do disco e dos jornais. Na possibilidade que um software como o Skype traz de conectar de graça dois opostos do mundo, com qualidade de imagem e som cada vez melhores. De como um dispositivo pequeno como o Kindle pode conter milhares de livros ― uma biblioteca gigantesca em nossas mãos. Ou em como hoje a informação circula livremente por aí. Mas é possível compreender que quem tem seus mercados chacoalhados tenha dificuldade em mudar e em abandonar o velho ― que é o que melhor sabem fazer.

Os livros já foram orais, escritos em pedra, em papiro, em madeira, por fim em papel. Agora, eles tendem a ser digitais. E com incontáveis vantagens sobre o seu antecessor em papel, por exemplo, o que diz respeito ao fator ecológico. O livro digital não implica em árvores derrubadas, em verde destruído, em mau cheiro na produção de sua matéria-prima.
A Ryoki Produções, como editora consciente e alinhada com os problemas relativos à evolução tecnológica, à preservação do verde e do meio ambiente, não poderia ficar para trás e, assim, está lançando o PACOTE EDITORIAL ECOLOGICAMENTE CORRETO, em que a tiragem de exemplares em papel existe, mas é efetuada de acordo com a demanda, evitando-se o excesso de produção e conseqüente desperdício de papel, e o foco principal está na produção do livro em formato adequado para e-book. Dessa maneira, o autor paga apenas pela preparação do livro (revisões, copydesk, capa, prefácio, orelhas, quarta capa, diagramação, projeto gráfico e arte final), recebendo 20 (vinte) exemplares em papel GRATUITAMENTE. O livro ficará à venda na livraria do nosso site e será apresentado para distribuição junto às principais redes de livrarias de todo o país, bem como ficará à disposição para negociações junto às editoras especializadas em e-books.